>>2386>A geopolítica torna-se fácil de desmistificar quando a observamos de um ponto de vista de povos, não globalistas mas como povos antigos e na sua demanda por território, afirmação, vias de comunicação etc.Eu discordo. Creio que o que ultimamente mais nos define é menos a nacionalidade, a etnia ou que seja do que a nossa filiação a determinadas práticas económicas e o nosso status dentro das organizações a quem devemos o nosso lucro. As coisas já não são analisáveis desse modo que propões, apenas tão-só na medida em que as manobras geopolíticas de determinadas entidades nacionais pressupõem os interesses económicos de determinados grupos. Portanto a moeda em si e a relação do indivíduo e da colectânea de indivíduos sem propriamente um grande sentimento patriótico com a moeda é a forma mais fácil de se desmistificar a geopolítica. É um bocado cínico, reconheço-o, mas é assim que eu vejo as coisas.
>IrãoAcho que serviu vários, vários, vários propósitos. O teu ponto de vista é interessante mas este tipo de jogadas raramente têm um só propósito. Acho que claramente quiseram passar a mensagem para os parceiros económicos do Irão e fizeram-no com grande sucesso. Sentenciar o Irão no tribunal da opinião pública via os noticiários é só a cereja no topo do bolo e aquela forma fácil de se desresponsabilizarem pelo atentado. De resto, é um movimento claro no sentido de voltar às sanções Iranianas prévias à Administração Obama. Eu duvido que vá haver guerra por vários motivos, mas ultimamente o que mais interessa são as sanções e eventualmente dobrar o Irão aos interesses estratégicos Americanos
/Israelitas. De resto, o problema do petróleo não se deve apenas à especulação como também o de destabilizar suficientemente a região de modo a que grupos """orgânicos""" de insurgentes se afirmem e seja impossível planearem gasodutos e oleodutos para a China. E isto, como sempre, é só um dos objectivos. Também a guerra civil na Ucrânia muito se deveu à divida soberana da Ucrânia à Gazprom e ao facto da UE não ter ainda uma política energética consolidada (a Síria também entra neste esquema, por falar nisso), mas, outra vez, isso é só um dos vários motivos para a esse tipo de jogadas políticas. As manobras são hoje às vezes tão complicadas que eu acho que muitas vezes o quid bono pereceu e já não é um método eficaz de analisar estas coisas.